Filhote de jubarte morto é encontrado na Praia do Jabaquara em Ilhabela

Publicado em 29 de setembro de 2020

O filhote de jubarte foi deslocado pela equipe PMP-BS do Argonauta para a Praia da Armação em Ilhabela para ser necropsiado (Créditos: Divulgação/Instituto Argonauta)

O filhote de jubarte foi deslocado pela equipe PMP-BS do Argonauta para a Praia da Armação em Ilhabela para ser necropsiado (Créditos: Divulgação/Instituto Argonauta)A equipe do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) do Instituto Argonauta para Conservação Costeira e Marinha foi acionada nessa segunda-feira, dia 28, para atender uma ocorrência envolvendo um filhote de Jubarte (Megaptera novaeangliae) na Praia do Jabaquara em Ilhabela, litoral norte paulista. O filhote estava morto, e a equipe foi acionada durante o monitoramento embarcado que ocorre na região.

Para realização de uma melhor avaliação da causa da morte do animal, ele foi transportado para a Praia da Armação, também situada na Ilha, mas de mais fácil acesso, para que a equipe de veterinários pudesse realizar a necropsia. Nesta terça-feira, dia 29, a equipe PMP-BS Argonauta logo cedo a equipe foi realizar o procedimento e trabalha nas primeiras análises do material que foi coletado. O filhote será enterrado na praia com o apoio da Prefeitura Municipal de Ilhabela ainda nesta manhã.

Presidente do Instituto Argonauta, o oceanógrafo Hugo Gallo Neto complementa: “Ele foi encontrado emaranhado em uma rede de cerco, mas na necropsia não foi possível identificar a presença de água no pulmão, então não se pode afirmar que ele tenha morrido pela rede de pesca. Infelizmente a pesca incidental acaba afetando os cetáceos em todo o mundo”.

A pesca incidental é quando o animal que é pego na arte de pesca não é objeto da pescaria, mas, cabe ressaltar que,  o sistema chamado cerco de pesca é um método artesanal de pescaria que seleciona o pescado, mas que baleias desorientadas, ou mesmo carcaças à deriva podem acabar se prendendo em sua rede.

Geralmente as jubartes migram da Antártica para a costa sul da Bahia durante o inverno para fins de reprodução e amamentação, em busca de águas mais quentes e limpas, e por isso são avistadas na região do Litoral Norte – um dos caminhos da sua longa trajetória.

Os filhotes acompanham o longo trajeto das baleias até a costa sul da Bahia e podem permanecer mais um tempo com sua mãe ou separar-se dela. Ainda que independente, o filhote não estará completamente desenvolvido. Ele pode realizar até cinco migrações completas antes de atingir sua maturidade sexual, por volta dos quatro ou seis anos de idade.

Outra baleia

Ainda na segunda-feira, a equipe PMP-BS do Instituto Argonauta recebeu outro acionamento envolvendo uma baleia morta, em estado mais avançado de decomposição, boiando na altura da Praia da Almada, situada em Ubatuba/SP.

Com o estágio avançado de decomposição não foi possível ainda identificar qual a sua espécie. O animal foi apoitado na Praia do Prumirim, para que a equipe pudesse realizar uma avaliação mais detalhada hoje pela manhã.

Baleia não identificada foi encontrada morta e boiando na Praia da Almada em Ubatuba/SP (Créditos: Divulgação/Instituto Argonauta)

Sobre o Instituto Argonauta

O @institutoargonauta foi fundado em 1998 pela Diretoria do Aquário de Ubatuba e reconhecido em 2007 como OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público). O Instituto tem como objetivo a conservação do Meio Ambiente, em especial a conservação dos ecossistemas costeiros e marinhos. Para isso, apoia e desenvolve projetos de pesquisa, resgate e reabilitação da fauna marinha, educação ambiental e resíduos sólidos no ambiente marinho, dentre outras atividades.

Sobre o PMP-BS

O Instituto Argonauta também é uma das instituições executoras do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural na Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama.

Esse projeto tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, por meio do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos.

O projeto é realizado desde Laguna/SC até Saquarema/RJ, sendo dividido em 15 trechos. O Instituto Argonauta monitora o Trecho 10, compreendido entre São Sebastião e Ubatuba.

Para maiores informações consulte: www.comunicabaciadesantos.com.br

Seja um Argonauta!

Para acionar o serviço de resgate de mamíferos, tartarugas e aves marinhas, vivos debilitados ou mortos, entre em contato pelos telefones 0800-642-3341 ou diretamente para o Instituto Argonauta: (12) 3833.4863 – 3833.5789/ (12) 3834.1382 (Aquário de Ubatuba)/ (12) 3833.5753/ (12) 99705.6506 e (12) 99785.3615 – WhatsApp. Também é possível baixar gratuitamente o Aplicativo Argonauta, disponível para os sistemas operacionais iOS (APP Store) e Android (Play Store). No aplicativo, o internauta pode informar ocorrências de animais marinhos debilitados ou mortos em sua região, bem como informar ainda problemas ambientais nas praias, para que a equipe do Argonauta encaminhe a denúncia para os órgãos competentes.

A base do Instituto está situada na Tv. Baitacas, nº 20, bairro Perequê-Açu, Ubatuba/SP – CEP 11680-000.

Conheça mais sobre o nosso trabalho em: www.institutoargonauta.org, www.facebook.com/InstitutoArgonauta/ e Instagram: @institutoargonauta

ASCOM ARGONAUTA
Carine Corrêa (MTB 67.657/SP)
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