INSTITUTO ARGONAUTA PROMOVE PALESTRA EM COMEMORAÇÃO AO DIA MUNDIAL DO PINGUIM


A palestra sobre o impacto da ação humana nos oceanos tem por objetivo sensibilizar a população para a preservação ambiental
O Instituto Argonauta e a Sabina Escola Parque do Conhecimento, localizada em Santo André, na região do Grande ABC, promovem neste sábado (27), às 10h30, a palestra “O Impacto da Ação Humana nos Oceanos”, em comemoração ao Dia Mundial do Pinguim, celebrado neste dia 25 de abril.
A palestra será ministrada pela bióloga Natália Della Fina, mestre em Pesca e Aquicultura, que atua na base do Instituto Argonauta em Ubatuba e abordará aspectos da vida dos pinguins e os efeitos da poluição na sobrevivência de toda a vida marinha.
As inscrições podem ser feitas até esta quinta-feira (25), pelo e-mail sabina@santoandre.sp.gov.br
A Sabina Escola Parque do Conhecimento possui o maior pinguinário do Brasil. A atual população passou para 35 indivíduos. O Instituto Argonauta é o responsável técnico pelo Zoológico da Sabina e está obtendo um grande sucesso na reprodução assistida sob cuidados humanos de pinguins de Magalhães (Spheniscus magellanicus).
Em dezembro de 2018, foram registrados o nascimento de 7 novos indivíduos. O primeiro ovo neste recinto foi botado em 2012 e no ano seguinte foi registrado o primeiro nascimento da espécie. Desde então, todos os anos ocorrem nascimentos no recinto. Ao todo, já foram registrados 22 nascimentos com sucesso desde então. Nesta temporada reprodutiva teve 17 postura de ovos, sendo 9 casais.
A Sabina Escola Parque do Conhecimento é da prefeitura local, com quem o Instituto Argonauta mantém um convênio, desde 2006, e desde 2015 consecutivo com o propósito de garantir o funcionamento das estruturas existentes no parque, tais como os tanques oceânicos e de observação visual, o pinguinário, o laboratório e a quarentena.
Para o presidente do Instituto Argonauta, o oceanógrafo Hugo Gallo, o resultado dessas experiências de reprodução assistidas sob cuidados humanos é importante para garantir a sustentabilidade da população de pinguins no Parque.
“É um orgulho saber que um bom manejo está levando os animais a se reproduzirem e está dando sustentabilidade ao plantel do maior pinguinário do Brasil, com a maior taxa reprodutiva. Isso só é possível em condições ambientais ideais. É um indicativo de que o ambiente da Sabina, projetado pela nossa equipe da Terramare vários anos atrás, oferece uma qualidade de vida muito boa para os animais e significa que estão muito bem adaptados e se iguala às condições naturais do habitat dessas aves”, comemora Hugo Gallo.
A Sabina Escola Parque do Conhecimento foi construída a partir de um projeto da equipe da Terramare e do Aquário de Ubatuba, posteriormente o Instituto Argonauta passou a administrar a parte dos aquários da Sabina.
A Sabina foi desenvolvida com o objetivo de estimular a curiosidade, interesse e aprendizado por parte de alunos e visitantes, explica a coordenadora da Sabina, Ericka Springmann. Segundo ela, o local simula o ambiente natural da Patagônia, local de origem dos pinguins, visando à criação de um ambiente educativo e saudável para os animais.
Esta espécie de pinguim vive em uma zona de clima temperado, podendo sofrer variações na temperatura do ambiente de 7 a 35 °C, sendo encontrada na Patagônia argentina e chilena, formando grandes colônias, chamadas de “Pinguineiras”.
É uma espécie que possui dois períodos de vida distintos. Um deles é a época reprodutiva nos meses de setembro a março, em que se formam casais monogâmicos. A fêmea coloca UM OU dois ovos em ninhos construídos em tocas ou aos pés das árvores, que são chocados entre 38 e 42 40 dias. O casal divide o cuidado parental como a incubação e os primeiros cuidados com os filhotes por aproximadamente 2 A 3 meses. O outro período é a época não reprodutiva, entre os meses de abril e setembro, quando os pinguins passam a maior parte do tempo na água, migrando em direção ao Sudeste brasileiro, os que vivem na Argentina e ao Sul do Peru vivem na região do Chile, geralmente se alimentando.
No período não reprodutivo, as aves saem em busca de alimento se aventurando por distâncias mais longas, podendo chegar ao nosso litoral sudeste, buscando peixes, lulas e pequenos crustáceos. Normalmente nadam em grupos de 20 ou mais indivíduos. É nesta ocasião que eles são encontrados, muitas vezes fracos, debilitados e necessitando de cuidados. Estes animais são encaminhados a Centros de Reabilitação de Animais Marinhos, como o Instituto Argonauta e após estabilizados são devolvidos para a natureza, alguns que não podem ser soltos são encaminhados para instituições como os zoológicos e Aquários que possam utilizá-los como forma de educação ambiental e pesquisa para melhor conhecimento da espécie.

Serviço:
Sabina Escola Parque do Conhecimento
Endereço: Rua Juquiá, s/nº, Vila Eldízia (entrada na altura do nº 135)
Horário: Sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 17h30. As sessões do Planetário são às 11h e às 15h.
Ingressos:
Grátis para alunos e professores das escolas municipais de Santo André, para crianças menores de 5 anos e pessoas com deficiência.
Demais visitantes: R$ 20, com meia-entrada para estudantes, professores, servidores públicos andreenses, aposentados e idosos acima de 65 anos. Interessados em assistir a uma das sessões do Planetário e Teatro Digital de Santo André – Johannes Kepler pagam R$ 30, a inteira, com direito a passeio por toda a Sabina.
Estacionamento: gratuito, sujeito à disponibilidade de vagas
Informações pelo telefone 4422-2000.

Sobre o Instituto Argonauta
O Instituto Argonauta para a Conservação Costeira e Marinha é uma organização não governamental sem fins lucrativos fundada em 1998 pela diretoria do Aquário de Ubatuba e atua em projetos de resgate e reabilitação da fauna marinha, educação ambiental e resíduos sólidos no ambiente marinho, além de executar o Projeto de Monitoramento de Praias (PMP-BS) no litoral Norte de São Paulo.

Conheça nosso trabalho
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